segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Antonia Morais sobre cenas de sexo em série: "Se sofresse, ia ser uma chatice"

Antonia Morais vive uma prostituta na minissérie
Lucia McCartney (Foto: Izabel Jaguaribe)
Depois de enfrentar três testes para estrelar a série Lucia McCartney, que estreia nesta segunda-feira (21), no GNT, Antonia Moraiscomeçou a se preparar para o maior de todos os desafios: encarar as cenas de sexo da prostituta-título. “Desde o início, eu sabia que teríamos muitas, então me prepararei para não tremer na base. Não podia ter medinho e, sim, abraçar”, diz a filha de Gloria Pires e Orlando Morais sobre a personagem criada por Rubem Fonseca, que agora ganha vida sob a direção do filho do autor, José Henrique Fonseca.

Pela primeira vez na carreira, Antonia Morais teve de fazer
cenas quentes (Foto: Izabel Jaguaribe)
“Quando a Lucia está nua, ela é a dona do jogo. Eu também tinha deser, virar uma chave dentro de mim. Se sofresse a cada cena, ia ser uma chatice a filmagem. Fui a Copacabana e conheci várias garotas de programa antes de filmar. Elas levam uma vida normal. A gente é que fica botando a questão da profissão delas na frente de tudo.”

Fonte: Revista Época

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Antonia Morais interpreta a prostituta Lucia McCartney em nova série

Obra mais conhecida de Rubem Fonseca estreia na TV, no dia 21, dirigida por seu filho, José Henrique Fonseca

Antônia contracena com Du Moscovis em uma das cena de Lucia McCartney,que estreia no dia 21 no GNT (Foto: Juliana Coutinho/Divulgação)
Inspirada em uma das personagens mais marcantes do escritor Rubem Fonseca, a minissérie Lucia McCartney, dirigida pelo filho do autor, José Henrique Fonseca, estreia no dia 21, no GNT, e traz Antônia Morais, a filha de Gloria Pires e Orlando Morais, como a protagonista. 
Ela é a prostituta do título, uma sonhadora que se divide entre a praia, as vitrines das lojas, música e seu diário. Apaixonada pelos Beatles, especialmente por Paul McCartney, Lucia se envolve com três homens, entre eles, José Roberto, personagem de Eduardo Moscovis. A trama se passa no Rio de Janeiro de 1969 e, segundo o diretor José Henrique, é bem fiel ao conto original. 
“É uma honra trabalhar com a obra do meu pai. Trata-se de um conto que leio desde pequeno, uma literatura que me acompanha a vida toda. Por isso, sinto um prazer único, além do grande desafio de levar esse conto para a televisão. Um conto com tintas concretistas e ao mesmo tempo popular”, destaca ele.
Fonte: Revista Época

sábado, 5 de novembro de 2016

Mariah Rocha posta foto com Antonia Morais e Guilherme Weber

Nesta sexta-feira (4) a atriz Mariah Rocha, postou em sua conta no Instagram um foto com Antonia Morais e Guilherme Weber, os três fazem parte do elenco da série 'Lucia McCartney' que terá estreia em 21 de novembro.

(Foto/reprodução Instagram)

domingo, 30 de outubro de 2016

SÉRIE "LÚCIA MCCARTNEY" ESTREIA DIA 21 DE NOVEMBRO, NO GNT

Resultado de imagem para antonia morais linda de morrer


O canal GNT definiu a data de estreia da série 'Lúcia McCartney' (de Rubem Fonseca e Gustavo Bragança). Com uma primeira temporada formada por oito episódios, o projeto em questão vai entrar no ar no dia 21 de novembro, com exibições de segunda à quinta. Sob a direção de José Henrique Fonseca, o elenco é formado pelos atores Álamo Facó, Alessandra Negrini, Antonia Morais, Dudu Azevedo, Eduardo Moscovis, Guilherme Weber, Luciana Paes, Mariah Rocha, Mariana Lima e Vanessa Bueno. A história fala sobre uma adolescente que usa o título de uma música da banda 'The Beatles' como nome de guerra na prostituição.


Fonte: noticiasdetv.com

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Antonia Morais fala sobre nudez em série: 'Encaro da forma que ela é, real'



Antonia Morais se prepara para estrear na TV como Lúcia McCartney, protagonista de série homônima no GNT. Na trama, a atriz viverá uma garota de programa e terá cenas quente comEduardo Moscovis, o que a jovem de 24 anos encara de modo natural, como contou em entrevista à revista "Trip"
"Nunca fui muito exibicionista com o meu corpo, mas estou naturalmente gostando de explorar esse lado, sem ultrapassar meus limites. Encaro a nudez da forma que ela é, real", explicou a namorada do ator Wagner Santisteban, juntos a cerca de 10 meses.
No ensaio, Antonia posou de topless - assim como a irmã mais velha,Cleo, em uma campanhaa favor do emponderamento feminino - e deu detalhes da personagem. "A Lúcia é uma personagem muito rica e misteriosa, ela tem várias camadas e estou amando desvendá-la", afirmou.
A filha de Gloria Pires, com quem atuou nos cinemas, indicou ainda que está se dedicando para a estreia. "Sei que vai ser um processo intenso por ser uma protagonista, e de muita entrega por se tratar de uma prostituta no final da década de 60. Mas estou feliz, o diretor Zé Henrique Fonseca tem um olhar poético sobre as coisas e a série é uma verdadeira obra de arte", comemorou.
(Por Marilise Gomes)

FONTE: PUREPEOPLE

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Clipe "A Santa Máquina" entra para a programação de clipes da MTV Brasil e da PlayTv




Assistam ao clipe oficial em: https://youtu.be/iDRen8vUqHY

sábado, 10 de setembro de 2016

Artigo: Houve muitas garotas de progama mas nenhuma 

como Lúcia McCartney, por Zuenir Ventura


Conto de 1969 segue atual




RIO — E pensar que tudo já estava nos contos de Rubem Fonseca — o cotidiano violento das grandes cidades, o clima de guerra civil, os marginais, delegados, advogados, executivos e até garotas de programa, como essa atualíssima Lúcia McCartney, de 1969, apresentada de maneira inovadora, incorporando recursos gráficos que lembram a poesia concreta. Inteligente, leitora de Fernando Pessoa e Kafka, liberada e assumida sem culpa (não vê “nada de errado” no que faz), ela deve obter sucesso também na televisão, a julgar pela direção e o elenco da série, porque é uma espécie de arquétipo das Brunas Surfistinhas que se afirmaram como celebridades nestes anos 2000, dando status a uma antiga atividade de má reputação, socialmente estigmatizada desde que o mundo é mundo. Nem Maria Madalena escapou da infame suspeita.

As histórias do nosso genial contista transitam entre os extremos da sociedade, do submundo ao jet set, da margem ao centro do sistema, o que levou o crítico Boris Schnaiderman a chamá-las de “vozes de barbárie e vozes de cultura”, que se alternam conforme o nível social de personagens que parecem retirados da realidade. Só mesmo o mistério da grande arte explica o milagre de um tema tornar-se banal, mas sua narrativa permanecer como novidade, mantendo a capacidade de produzir um renovado prazer estético.

Com um estilo ao mesmo tempo “brutalista” (Alfredo Bosi) e culto, cosmopolita, mas sem perder a cor local, Rubem Fonseca criou uma literatura noir de antecipação que foi recebida com entusiasmo pela crítica e pelos leitores, mas não pelo poder vigente, o regime militar. Seu “Feliz Ano Novo” foi alvo da ira oficial, tendo sido proibido de 1976 até 1985, quando só então o autor conseguiu a liberação do livro na Justiça. É curioso observar que a “matéria contrária à moral e aos bons costumes’’ que justificou a apreensão e o banimento da obra é um lugar-comum que hoje frequenta rotineiramente as páginas dos jornais.

“Lúcia McCartney” reúne 18 contos, além do que dá título ao livro, que valem a pena ser lidos ou relidos, porque ainda causam impacto pelo realismo e a originalidade com que abordam diversos temas. Um deles, por exemplo, “Desempenho”, se passa num ringue de vale-tudo, durante uma luta que acompanhamos pela voz de um dos lutadores, que narra em detalhe lances como “joelhada no estômago”, “pontapé no joelho”, “tapa na cara”, com a fidelidade de quem conhece o metiê. Aliás, há quem atribua a verossimilhança alcançada pela literatura de Rubem Fonseca à vivência do autor, que já exerceu a advocacia, foi comissário de polícia, executivo e até boxeador, daí sua expertise na construção de personagens e situações. Isso, porém, não explica tudo. Ao contrário de Gustave Flaubert respondendo aos juízes — “Madame Bovary sou eu” — Lúcia McCartney não é Rubem Fonseca. E mesmo que fosse, isso não seria suficiente para lhe garantir excelência literária. Não é com experiência de vida que se faz boa literatura, mas com a maneira de narrá-la.
Antes e depois de Lúcia McCartney houve muitas garotas de programa, mas nenhuma como ela.

FONTE: O GLOBO